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Dúvidas sobre a TV digital

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Com a estréia da TV digital no país , aumentam as dúvidas dos espectadores – ainda que inicialmente só esteja disponível para São Paulo.O primeiro passo é adquirir um conversor de TV digital, também chamado set-top box, ou caixa conversora.

O aparelho é fundamental porque o que muda com a TV digital é a transmissão do sinal, e não apenas a qualidade da imagem. A imagem passará a ser enviada em códigos binários (seqüências de 0 e 1), linguagem igual à dos computadores. Para que os televisores "entendam" o novo sinal será necessário um "tradutor", o tal conversor de TV digital.Na semana passada, empresas como a Positivo Informática e a Semp Toshiba anunciaram o lançamento dos seus modelos de conversores, que devem chegar às lojas paulistanas a partir desta semana. Os modelos custarão entre R$ 499 e R$ 1.199.
Diante dos preços anunciados, o presidente Lula autorizou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a tomar medidas para estimular a importação do conversor caso a indústria cobre R$ 750 ou mais pelo equipamento.A intenção do governo é reduzir o custo do conversor para algo em torno de R$ 250. A importação seria uma forma de baixar o preço do aparelho e uma resposta aos empresários, que em reunião com o presidente há duas semanas teriam dito que o conversor custaria três vezes mais do que o previsto.

Como escolher o modelo ideal

Há diversos tipos de conversor, com funcionalidades diferentes. Para escolher o que mais se adapta ao perfil do telespectador, é preciso saber: 1) o que faz o conversor e 2) de que tipo é a televisão. É importante ressaltar que uma coisa é a exibição digital de televisores de plasma e LCD (já relativamente comuns no mercado brasileiro).
Outra coisa é o sinal digital que o televisor recebe. Da mesma forma que as televisões analógicas (as antigas, tradicionais), os monitores digitais (LCD e plasma) também não estão habilitados a receber o sinal – e também precisam de conversor. Os conversores têm três funções, de acordo com o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital:– Converter o sinal digital para recepção nos atuais televisores analógicos ou os de plasma e LCD.
A partir de 2008, os monitores já terão o conversor embutido.– Criar interatividade entre telespectador e programa. Permitindo, por exemplo, escolher entre finais alternativos para um filme.– Gravar programas em um disco rígido chamado PVR (personal vídeo recorder). Mas a decisão de permitir ou não o bloqueio da gravação de programas na TV digital ainda será tomada pelo presidente Lula.
Nem todos os conversores têm as três funções habilitadas. Alguns apenas convertem o sinal, outros oferecem também interação e os demais criam recursos adicionais, como gravar programas. A segunda questão que é preciso levar em conta é o tipo de aparelho de TV existente em casa ou no trabalho. Há três opções: analógicos (os televisores de tubo tradicional, com imagem analógica); digitais (monitores em LCD ou plasma, que já exibem imagens digitais, mas não conseguem receber o sinal); e integrados (televisores digitais já com o conversor embutido). Se a TV for analógica, será necessário comprar um conversor de TV digital para decodificar o sinal.
As imagens não serão digitais como as de plasma e LCD, mas o sinal digital impedirá a formação de sombras, ruídos e fantasmas, além de o som ser igual ao de CD.Já a TV digital comum tem as mesmas necessidades da TV analógica, com a diferença de exibir as imagens em padrão digital, por LCD ou plasma. Será necessário comprar o conversor de sinal da mesma forma.No caso da TV digital integrada,estará à venda a partir de 2008, como ela já vem com o conversor embutido, o telespectador fica livre do gasto extra com o aparelho.
A maioria das TVs desse tipo é de plasma ou LCD e, por isso, dão excelência gráfica e de sinal. Basta conectar a antena ao televisor para usar a TV digital.Em todos os três casos, é indispensável que a casa/trabalho receba transmissão de sinal UHF (ultra high frequency). O cabo da antena deve ser ligado ao conversor de TV digital, que por sua vez é ligado ao monitor de TV.
Fonte: Jornal do Senado

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